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Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 20 a 25 anos


Explanação:
Há muito não escrevo...
Desperdício de um dom...
Escrever sempre foi minha paixão;
paixão esta estimulada pelos meus professores de Redação na escola.
Desde os 10 anos tenho um certo gosto pela escrita...
Guardei alguns dos cadernos...
Outros se perderam...
Neles, desde fatos reais até estórias mirabolantes.
Poesias, dissertações, narrações, cartas...
Sempre tive o sonho de publicá-las em um livro, mesmo que ninguém os comprasse, um livro só para meu deleite já bastaria...
Então veio a idéia: publicá-los num Blog _ fácil, rápido e barato...
São textos antigos...
Que, assim espero, servirão de inspiração para a retomada desse caminho tão gostoso que é o da escrita.
Vez ou outra sai coisa nova dessa cachola.
A quem tiver paciência, boa leitura!


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O que é isto?
A morte da Sombra da Lua (1998)

O caso de meu cliente, o milionário californiano Theodore Morgenstern, após passar pela policia, veio para em minhas mãos. Tudo começou numa tarde de outono quando ele, ao chegar em casa, encontrou uns símbolos inscritos na porta. Isso se repetiu por três dias, sendo que desde a primeira inscrição, sua esposa, Moonshadow, examinava recortes antigos de jornais, enrolada em uma manta indígena, entoando canções estranhas. No quarto dia, novos símbolos estavam inscritos no centro da porta e sua mulher havia desaparecido. Consegui decifrar alguns símbolos cujo significado era: “o passado voltou”, “o passado está morto”, “vá embora”, “vingança”. Mas não consegui decifrar o que estava inscrito no centro da porta.

O caso era arrepiante, mas não podia afobar-me; deveria começar do início. Algo me dizia que se tratava de rivalidade entre tribos indígenas. Soube que Moonshadow (Sombra da Lua) era da tribo Yankee e os símbolos faziam parte do seu alfabeto. Theodore contou-me que a conheceu em uma visita às reservas indígenas americanas. Apaixonaram-se e ela aceitou fugir com ele para a Califórnia. Disse-me, também, que a tribo Yankee era muito conservadora e fiel à tradição. Concluí que não se tratavam de tribos rivais, mas sim de revolta dentro da própria tribo.

Tendo tirado as impressões digitais da porta e comparado com as de Moonshadow, descobri que ela havia se comunicado com a outra pessoa. Foram dela as inscrições “O passado está morto. Vá embora”. Então, o enigma começou a desfazer-se.

Autorizado pelos órgãos governamentais e ajudado pela polícia, fui à tribo Yankee. O lugar parecia deserto. Resolvi, então, esperar pela noite. Adormeci, vencido pelo cansaço. Assustado, acordei com um barulho forte de tambor e presenciei uma cena macabra: vários índios dançavam ao redor de uma fogueira enquanto outros batiam em tambores. De repente, vi que uma moça acorrentada era arrastada para o meio da multidão: era Moonshadow. Tentei impedir que a cena seguinte ocorresse, mas o pavor endureceu minhas pernas_ nem eu e nem os policiais que me acompanhavam sequer respirávamos.

Presa ao chão com estacas que lhe atravessavam as mãos e os pés, Moonshadow teve seu ventre arrancado sem dó ou piedade. Seus gritos tocavam o fundo de minha alma. Maldizendo e rogando pragas a seu povo, ela foi escalpelada (teve seu couro cabeludo arrancado) e, depois, teve seu coração retirado do peito. Enquanto morria, seu coração, assim como seu ventre, era repartido entre a tribo. Seu corpo foi jogado na fogueira. O ritual foi até a madrugada, quando os índios foram dormir em suas tendas.

Pasmos, eu e os policiais deixamos o local e voltamos à Califórnia. Theodore era o mais desconsolado e indignado. Pedi para ver os recortes antigos de jornais que Moonshadow estava lendo antes de ser raptada. Eles falavam sobre a revolta da tribo Yankee com a fuga de um de seus membros com um homem branco. Nesses recortes, o chefe dizia que Moonshadow seria encontrada, aonde quer que estivesse e, por ter traído os ideais de seu povo, seria morta. Na época, ninguém havia dado importância ao fato; todos diziam ser somente ameaças. Havia uma inscrição no artigo; a mesma que estava inscrita no centro da porta. Pela história, pelos símbolos e pelos comentários dos jornalistas sobre o assunto, matei a charada. Os símbolos diziam: “Não há perdão”.

Escrito por Marília às 23h12 [] [envie esta mensagem]


Sexo, Drops e Rock´n´Roll (1998)

Tema: A influência do sexo, da droga e do Rock´n´Roll na vida do jovem.

      Nas décadas de 60 e 70, o rock surgiu no mundo: Beatles, Jimmy Hendrix e outros deuses conquistaram os jovens com suas baladas inovadoras. Numa época em que o sexo era tido como tabu, os hippies lutavam por liberdade total ao mesmo tempo em que usavam drogas e ouviam rock_ o Woodstock foi um festival que reuniu tudo isso num único lugar.

        De lá para cá, novas bandas surgiram, mas a essência continua a mesma. Apareceram novas drogas_ mais poderosas e letais (sem deixar de lado o cigarro e as bebidas alcoólicas; drogas aceitas pela sociedade)_, e o sexo não é mais encarado como tabu e sim com algo natural_ embora ainda existam pessoas ditas conservadoras. Numa estatística feita, apenas 1% das mães da geração de 60 desejariam que suas filhas se casassem virgens.

        Mas, por que esta mistura? Será que a droga é necessária para a desinibição do jovem para o sexo e a música serve como um fundo musical? A geração tida como “geração saúde” é a que mais usa drogas de toda a história?

        Tanto o sexo, quanto a droga e o rock dão prazer, ou, pelo menos, faz com que os problemas sejam momentaneamente esquecidos. Mas, enquanto sexo e música influenciam o jovem de forma positiva (na maioria dos casos), as drogas sugam a vida de seus corpos em formação. Ao invés de sumirem, os problemas agravam-se mais e mais com a droga. Esses três fatores têm um papel importante na formação do caráter do jovem, ou seja, o caráter depende da visão de mundo, da posição de cada adolescente frente não só à famosa trilogia, como a tudo na vida.

        Nem todos os jovens usam drogas, gostam de rock ou têm o sexo como fundamental, mas todos têm uma opinião a respeito. Talvez, o lema da “geração saúde” seja outro; não tão pesado quanto o da geração de 60. Pode ser que o número de jovens usuários de drogas seja ínfimo. O rock e o sexo, ainda em alta, fazem parte do mundo da maioria dos adolescentes atuais. Então, por quê não “Sexo, Drops e Rock´n´Roll”?

Escrito por Marília às 16h19 [] [envie esta mensagem]